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Como utilizar a nuvem de forma produtiva

Escrito por Waldemir Cambiucci*

A computação em nuvem tem sido um dos assuntos mais discutidos atualmente em tecnologia da informação, seja pelas oportunidades de redução de custos de TI, pelo poder de computação com alta escalabilidade que oferece, ou pela oportunidade de geração de novas linhas de negócios possíveis. Ainda, muitas empresas já iniciam a combinação de seus recursos locais com os serviços da nuvem pública, criando as chamadas nuvens híbridas, ampliando ainda mais o impacto dessa nova abordagem de computação.

O ambiente de TI tem evoluído muito nos últimos anos. Se você atua diretamente em departamentos de TI, com certeza tem recebido demandas sobre temas como consumerização de TI, suporte para múltiplos dispositivos, maior mobilidade de usuários, questionamentos sobre Big Data, implantação de redes sociais corporativas, suporte para ambientes de comunicação unificada, cenários de business intelligence geo-distribuídos, além dos tradicionais desafios com segurança, alinhamento com o negócio e integração com o legado.

Neste contexto, podemos destacar quatro tendências importantes de TI:

 

·       Mobilidade: tipos novos de dispositivos surgindo a todo o momento;

·       Enterprise Social: maior conectividade entre as pessoas em todo lugar;

·       Computação em Nuvem: poder de processamento virtualmente infinito;

·       Big Data: crescimento maciço de dados, expondo tendências e comportamentos.

 

Todos esses temas têm exigido alguma maturidade da infraestrutura de TI nas empresas. Em muitos casos, o ambiente de TI não é capaz de suportar essas demandas, sem uma necessária atualização tecnológica, revisão de arquitetura ou expansão do data center para comportar novos serviços e soluções.

 

A nuvem

A computação em nuvem aparece como tendência e solução em muitos casos. É muito provável que sua empresa já seja usuária de algum modelo de nuvem, seja de forma consciente ou não. De fato, a computação em nuvem está deixando de ser uma visão de futuro e vem se tornando uma realidade do dia-a-dia para muitas empresas, sejam tradicionais ou inovadoras, o que tem viabilizado o surgimento de novas linhas de negócio com baixo custo e maior impacto no mercado.

Podemos definir a computação em nuvem como um estilo de computação onde capacidades de TI escaláveis e elásticas são entregues como serviço para clientes externos usando tecnologias de internet. Essa definição é bem ampla e com ela é possível destacar alguns pontos importantes:

 

·       Escalabilidade:esperamos uma alta escalabilidade no modelo de nuvem, que é obtida através de data centers de alto volume e grande capacidade, oferecidos por fornecedores de nuvem como Amazon, Google e Microsoft;

·       Elasticidade:através de um modelo elástico é possível contratar os recursos de computação por certo período de tempo, quando necessário. Ao final da necessidade, é sempre possível devolver os recursos contratados, minimizando os custos de TI para o negócio;

·       Entrega como serviço:o modelo de autosserviço permite que usuários e empresas façam a contratação de recursos de forma dinâmica e com o suporte para o pagamento pelo uso, ou seja, a cobrança devida apenas pelo tempo de alocação dos recursos da nuvem. Isso garante um custo de TI alinhado com a carga real gerada pelo negócio, eliminando-se cenários de custos elevados com infraestrutura ociosa ou falta de recursos em momento de picos de demanda. A elasticidade na contratação e o pagamento pelo uso são elementos importantes do sucesso do modelo de computação em nuvem;

·       Acessibilidade via internet:o meio de acesso aos serviços da nuvem pública é a internet, através de seus protocolos básicos como HTTP, SOAP, TCP, etc. Isso garante ampla cobertura de acesso, além de facilidade de integração e meios de consumo simplificados.

 

Quando falamos sobre computação em nuvem podemos também identificar três categorias básicas de serviços: IAAS, SAAS e PAAS.

SAAS – Software as a Service (Software como Serviço): oferece soluções de TI prontas para consumo, sem a necessidade de construção de software adicional para o acesso. Existem diversos exemplos de ofertas SaaS no mercado como correios na nuvem, portais de conteúdo, agendas, sistemas CRM, entre outros. Em todos esses cenários, a empresa ou usuário final contrata uma solução pronta para uso. Exemplos clássicos de SAAS da nuvem Microsoft são:

·       Hotmail, com mais de 600 milhões de usuários;

·       XBOX Live,com mais de 40 milhões de usuários;

·       Bing Search, com mais de 5.5 bilhões de requisições ao mês;

·       SkyDrive, com mais de 200 milhões de usuários ativos.

Outro exemplo importante de solução SaaS da Microsoft é o Office365, que possui hoje mais de 40 milhões de usuários no mundo e oferece serviços corporativos como portais de conteúdo, caixas postais para funcionários, comunicação unificada, além de diversos recursos voltados para a produtividade no ambiente corporativo.

O próprio SkyDrive, uma área de armazenamento de arquivos na nuvem, já está integrado ao Windows 8 e Windows Phone 8 como um HD na nuvem e permite o acesso a milhares de documentos e imagens a partir de dispositivos, como desktops, notebooks, tablets ou smartphones. Para isso, basta que cada dispositivo acesse via internet o serviço na nuvem com a conta do usuário, permitindo uma produtividade e compartilhamento de informações através de múltiplos dispositivos.

PAAS – Platform as a Service (Plataforma como Serviço): oferece uma plataforma de desenvolvimento de software com diversos recursos para a construção de aplicações preparadas para a nuvem. Existem diversos atributos que uma plataforma PaaS deve oferecer, como:

·       Acessibilidade, Escalabilidade e Elasticidade

·       Modelo de pool de recursos compartilhados no datacenter

·       Integração com ambiente local (on-premise)

·       Balanceamento de carga integrado

·       Recursos de Metering e Chargeback, para os processos cobrança de uso

·       Suporte a Multi-Tenancy, ou multi-inquilino

·       Gerenciamento de recursos de forma integrada

·       Realocação de workloads ou cargas de uso sobre os serviços

·       Recursos de auditoria e conformidade com políticas

·       Desenvolvimento baseado em padrões ou templates de serviços

·       Suporte para múltiplos níveis de segurança, etc.

Para acessar esses recursos, o desenvolvedor PaaS utiliza um SDK – Software Development Toolkit, que oferece os templates e exemplos para a construção e migração de aplicações no novo modelo. Em plataforma Microsoft, por exemplo, o ambiente de desenvolvimento Visual Studio oferece os recursos do Windows Azure e auxilia a construção de soluções para a nuvem, como sites, serviços, aplicações, etc.

IAAS – Infrastructure as a Service (Infraestrutura como Serviço): oferece um ambiente para gerenciamento e hospedagem de máquinas virtuais e infraestrutura na nuvem. O IaaS suporta diversos cenários de extensibilidade de data centers, permitindo a migração de recursos locais para uma nuvem pública em momentos de pico, cenário conhecido como transbordo. Muitas empresas estão criando novas ofertas de negócio totalmente hospedados fora de casa, aproveitando os recursos de uma infraestrutura IaaS.

Seja através de um modelo IaaS, PaaS ou SaaS, a nuvem pública permite o acompanhamento dos custos contratados em real time, de acordo com a oferta do fornecedor de nuvem contratado. Os valores de cobrança podem ser monitorados ao longo do tempo, assim como a carga e o volume de acesso sobre os serviços hospedados, garantindo o máximo controle sobre os recursos contratados. Em muitos casos, esse tipo de monitoração não é possível mesmo na infraestrutura de empresas tradicionais.

Sempre é importante lembrar que para todas as categorias de serviços na nuvem (IaaS, PaaS e SaaS) segurança é um elemento crítico e deve ser levado muito a sério. Por isso, recursos como autenticação integrada, gestão de certificados, criptografia, uso de canais privados como Virtual Private Networks (VPNs) entre outros recursos devem sempre estar presentes.

 

Nuvem Pública, Privada e Híbrida

Enquanto a nuvem pública oferece o modelo de entrega de TI como serviço a partir de data centers de fornecedores contratados, um modelo de nuvem privada pode ser pensado para empresas tradicionais, que possuem seus próprios data centers servindo as necessidades de TI de seus usuários e clientes.

Podemos destacar alguns conceitos que são aplicáveis para a construção de nuvens privadas em empresas, como:

.      Pool de recursos compartilhados de TI, como storages, servidores, recursos de redes, etc. Através dessa abordagem, os ativos do data center são otimizados entre diversos grupos de negócio ou usuários, permitindo máximo retorno sobre os investimentos efetuados no data center, evitando silos de recursos ociosos ou desbalanceamento de carga no data center;

·       Portal de autoatendimento de TI, permitindo o autosserviço para os usuários da empresa. Entre os serviços oferecidos através do portal de autoatendimento encontramos aqueles de liberação pré-aprovada, como mudanças de senhas, ampliação de cotas de armazenamento, contratação de máquinas, etc., até os serviços mais complexos, que exigem a aprovação de gestores, com workflows de aprovação integrados;

·       Modelo elástico de alocação de recursos, permitindo que usuários contratem e devolvam os recursos liberados ao longo do tempo. Esse tipo de recurso permite a construção de um histórico de contratação por departamento ou usuário da empresa, facilitando o acompanhamento sobre o uso de recursos no ambiente de TI;

·       Modelo de contratação e financiamento de recursos baseado no uso, também conhecido como chargeback, garantindo uma cobrança entre departamentos pelo tempo de alocação dos recursos. Isso permite uma melhor auditoria de recursos e investimentos empregados em TI;

·       Gerenciamento integrado de serviços,onde as diversas ações sobre o data center são coordenadas de forma integrada, garantindo a execução de serviços com rastreabilidade, auditoria e precisão.

De fato, um ambiente de TI baseado em nuvem privada envolve muito mais que apenas a virtualização de máquinas na empresa. Espera-se um modelo otimizado de TI como serviço, mais maduro em termos de processos e otimização de uso seus recursos. Ao mesmo tempo, a empresa deve definir quais serão os serviços de TI que serão oferecidos no modelo de nuvem privada, permitindo a construção do modelo de serviços da empresa.

Em plataforma Microsoft, por exemplo, a dupla Windows Server e System Center juntos oferecem os recursos completos para a construção e operação de nuvens privadas, com o suporte para operação, monitoração, inventário de hardware e software, virtualização, segurança e orquestração de serviços do ambiente de TI de forma unificada.

Da mesma forma, podemos definir uma nuvem híbrida como sendo cenários que integram recursos de nuvens públicas com serviços ou recursos de nuvens privadas. Cenários híbridos são especialmente interessantes, pois aproveitam os investimentos já efetuados pela empresa em seu próprio data center, ampliando as capacidades computacionais existentes em momentos de maior demanda.

Com a crescente demanda sobre TI, milhões de usuários usando milhões de dispositivos diferentes, através de milhões de aplicações inovadoras que geram milhões e milhões de dados, exige-se uma infraestrutura cada vez mais escalar. Esse modelo escalar de economia e TI é inevitável e já está acontecendo.

Com certeza, veremos cada vez mais a computação em nuvem ao nosso redor, aumentando o impacto de TI nas empresas e em nosso dia-a-dia como usuários.

*Waldemir Cambiucci é Diretor de Tecnologia do Microsoft Technology Center de São Paulo

Fonte: Asessoria de imprensa

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