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Como se adaptar à era do BYOD

Por Cezar Taurion, colunista da Linux Magazine

O fenômeno da consumerização e o consequente movimento do BYOD (Bring Your Own Device) é uma das mudanças mais radicais nos modelos de cultura e governança de TI nas empresas. A consumerização muda a maneira como as tecnologias evoluem e se propagam pela sociedade. Há poucos anos, o modelo básico mundial de disseminação de inovações começava pelos setores militares e aeroespaciais, depois ia se espalhando para as grandes corporações e, posteriormente, chegava às médias e pequenas empresas. Por último, atingia os usuários finais.

Um exemplo foram as inovações geradas pela indústria aeroespacial, que chegaram ao mercado consumidor muitos anos depois de serem desenvolvidas e aplicadas nas missões espaciais americanas. Outro exemplo é a própria Internet, que começou como um projeto do Departamento de Defesa dos EUA.

Hoje o processo é inverso: começa com os usuários finais, que, por serem também funcionarios de empresas de qualquer porte, levam suas tecnologias para dentro das corporações. E é muito recente este deslocamento do eixo gravitacional das inovações. O livro “Laws of Disruption”, de Larry Downes, lembra que apenas em 2008 o consumo de banda da Internet pelo usuário final ultrapassou o volume de dados consumidos pelas empresas.

O emblemático desta mudança é que os dois principais eventos de tecnologia são hoje o CES (Consumer Electronics Show) e o Mobile World Congress, originalmente focados no usuário final. De evento de gadgets tornaram-se eventos que sinalizam as tendências do mercado para as empresas.

O movimento resultante desta rápida disseminação da tecnologia sendo disparada pelos usuários finais é o BYOD. O BYOD não é mais teoria ou uma hipótese a ser debatida se será ou não adotada no futuro. É presente e não é mais questão de “se vamos ou não”, mas sim “qual estratégia adotar e em que ritmo implementar”. Não existe mais a possibilidade de ignorar o movimento BYOD.

O desafiador é que este movimento está saindo, em poucos anos, de curiosidade para se tornar política onipresente nas empresas do mundo todo, praticamente. Pesquisa recente do Gartner mostrou que em 2017 metade das empresas irão requerer que seus funcionários tragam seus próprios dispositivos para o trabalho. E em 2020, 45% das empresas serão 100% BYOD e 40% estarão adotando um modelo híbrido, onde tanto o funcionário quanto a empresa poderão fornecer os dispositivos. Apenas 15% das empresas ainda manterão a política de elas mesmas proverem os dispositivos para seus funcionários. Ou seja, de exceção hoje para regra em poucos anos. Na trilha do BYOD teremos os apps (hardware é apenas hardware sem apps) e os movimentos BYOA e BYOC, onde A = Apps e C = Cloud.

Portanto, o uso de apps e dispositivos móveis será tão comum quanto o uso dos tradicionais celulares hoje. Este fenômeno também ocorre no Brasil. Aliás, há um ano, nós já tínhamos mais smartphones que a França ou Alemanha.

BYOD embute diversos benefícios, como satisfação dos funcionários poderem usar as tecnologias com as quais já estão familiarizados e facilidade de contratação de profissionais sob demanda para determinadas tarefas (a empresa não os obriga a usar tecnologias que eles não estão acostumados a usar), além de manter a força de trabalho sempre conectada, mesmo remotamente. A empresa deixa de ter limites físicos.

Por outro lado, por ser um movimento ainda muito novo, sofre as consequências da imaturidade. Não existem muitos casos concretos de políticas de uso bem sucedidas e experiências de anos de práticas bem consolidadas (faltam best practices), e em muitas empresas o BYOD não tem estratégia nem business case adequados. É adotado por impulso, com visão tática e operacional, como resposta às demandas dos executivos e funcionários.

As minhas sugestões são simples:

  • a) Não ignorar ou lutar contra o BYOD. É questão de tempo e, portanto, é melhor se preparar o mais cedo possível para adquirir experiência.
  • b) Desenhar uma estratégia de BYOD com business case que faça sentido. Em tudo existem riscos e benefícios. Analise os custos, muitos deles ocultos, que estão embutidos no BYOD. A empresa será 100% BYOD ou a responsabilidade será compartilhada, com a empresa pagando parte das despesas, por exemplo? Envolver as áreas de RH, risk management e jurídica é essencial na definição desta estratégia.
  • c) A partir da estratégia, desenhar a política de BYOD. Que plataformas serão suportadas? Que nível de suporte interno existirá para atender aos usuários? Que nível de segurança e privacidade será garantido? Que documentos legais precisam ser assinados pelos usuários? Que tecnologias adicionais serão necessárias?
  • d) Lembrar que não precisa ser tudo ou nada. A abrangência do BYOD depende de vários fatores, como a própria cultura da empresa. A política BYOD será aplicada somente a smartphones e tablets ou incluirá laptops?
  • e) Um bom ponto de partida é um projeto piloto. Não expõe a empresa a riscos e custos desnecessários de um projeto completo e ajuda a construir a estratégia, o business case e a política de BYOD.

BYOD é uma mudança significativa na maneira da TI se posicionar com relação à adoção de novas tecnologias. A evolução tecnológica vai continuar em ritmo acelerado. Cada geração de dispositivos móveis é, praticamente, duas vezes mais poderosa que a anterior. A diversidade de apps cresce exponencialmente. Diante deste cenário, impedir o uso destes equipamentos é travar o crescimento e competitividade da empresa. Portanto, em vez de lutar contra, surfar a onda do BYOD será a política mais adequada a ser implementada.

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